Isso aparece nas decisões pequenas e nas grandes.
No cuidado consigo mesmo.
Nos relacionamentos.
No trabalho.
E, muitas vezes, vem acompanhada de culpa, confusão e cansaço emocional.
Na clínica psicológica, escuto isso com frequência e quase sempre a pessoa acha que o problema é ela.
Por fora, tudo parece sob controle.
Por dentro, existe uma conversa constante:
Uma parte cobra.
Outra se protege.
Outra sente medo.
Outra só quer descanso.
Essas vozes internas não surgem do nada.
Elas costumam se formar ao longo da vida, especialmente quando foi preciso se adaptar para não sofrer mais.
Nada disso significa fraqueza.
Significa tentativa de sobrevivência emocional.
A autocrítica intensa, por exemplo, geralmente tenta evitar erros, rejeição ou abandono.
O excesso de controle pode ter surgido para manter tudo previsível.
A fuga, o silêncio ou a procrastinação muitas vezes aparecem quando sentir dói demais.
Quando alguém entende isso, algo muda:
a pessoa para de brigar consigo mesma.
Quase todo mundo já sentiu, mesmo que por instantes, um lugar interno mais calmo.
Um momento de clareza.
De presença.
De gentileza consigo mesmo.
Esse espaço não julga, não pressiona e não exige respostas imediatas.
Ele apenas observa e acolhe.
Na psicoterapia, o objetivo não é eliminar emoções difíceis,
mas criar condições para que a pessoa possa se escutar com mais segurança.
O processo terapêutico não força lembranças, decisões ou mudanças rápidas.
Ele oferece um espaço protegido para compreender o que está acontecendo por dentro.
Com o tempo, muitas pessoas percebem que:
não precisam se anular para funcionar
não precisam se violentar para mudar
não precisam ignorar o que sentem para seguir em frente
A mudança acontece quando a relação consigo mesmo se torna menos dura.
Talvez o que sempre faltou foi escuta.
Sem julgamento.
Sem pressa.
Sem rótulos.
Quando alguém aprende a se ouvir com mais respeito, os conflitos internos deixam de ser uma guerra e passam a ser sinais de cuidado.
IFS é uma forma de compreender a nossa vida emocional olhando para as diferentes partes internas que todos nós temos. Em vez de lutar contra sentimentos difíceis, essa abordagem propõe escutá-los com mais curiosidade e cuidado.
Não. IFS não tem relação com transtornos de múltiplas personalidades. Ele parte da ideia simples de que uma mesma pessoa pode sentir coisas diferentes ao mesmo tempo — o que é algo completamente normal.
Porque, ao longo da vida, aprendemos diferentes maneiras de lidar com medo, dor, rejeição ou frustração. Essas reações continuam aparecendo mesmo quando já não fazem tanto sentido.
IFS é uma abordagem usada na psicoterapia. Ela ajuda a pessoa a se entender melhor, reduzir conflitos internos e construir uma relação mais gentil consigo mesma.
Sim. Muitas pessoas procuram esse tipo de abordagem quando sentem ansiedade, sobrecarga emocional, autocrítica excessiva ou conflitos internos constantes.
Não. O processo é conduzido de forma simples, respeitando o ritmo da pessoa, sem exigir conhecimento técnico.
Cada pessoa responde de um jeito diferente à psicoterapia. O mais importante é encontrar uma abordagem e um profissional com quem você se sinta seguro para falar.
Algumas pessoas percebem alívio e mais clareza logo no início; outras constroem mudanças mais profundas com o tempo. O processo respeita a história e o ritmo de cada um.
Algumas ideias podem ajudar na reflexão pessoal, mas o trabalho mais profundo deve ser feito com acompanhamento psicológico para garantir segurança emocional.
Não. É uma abordagem entre várias possíveis dentro da psicologia. O melhor caminho depende das necessidades de cada pessoa.
Se você sente que vive em conflito consigo mesmo, se cobra demais ou tem dificuldade de entender suas próprias reações emocionais, pode ser uma abordagem interessante de conhecer com um psicólogo.
Se você se identificou com este conteúdo e sente que precisa de suporte profissional, estou aqui para ajudar na sua jornada de autoconhecimento e cura.